Programa de Pós-Graduação em Estudos africanos, Povos Indígenas e Culturas Negras

PPGEAFIN

Os estudos africanos, indígenas e negros, são interdisciplinares por natureza. Pensar unidisciplinarmente sobre estas questões limita o alcance cientifico de relações social e historicamente construídos, perdendo-se a complexidade que a temática exige. Ressalta-se que os estudos sobre cultura negra no Brasil foram construídos inicialmente por antropólogos, folcloristas, literatos; ou seja, o nascimento e permanência desses estudos possui uma trajetória marcadamente interdisciplinar. Na atualidade, além dos citados podemos incluir dentre os campos de saber que há trabalhos sobre a temática na História, Sociologia e Educação. O mesmo ocorre com os estudos sobre a temática indígena, onde as pesquisas mais recentes também assumem um caráter interdisciplinar, garantindo a ampliação das perspectivas de análise sobre os processos históricos vividos pelos povos indígenas, articulando teorias e métodos da História, Antropologia, Arqueologia, Educação, Pedagogia e de outras áreas do conhecimento, promovendo, sobretudo, um deslocamento do foco da análise do colonizador europeu para os indígenas, passando a identificá-los enquanto sujeitos sociais plenos. No caso da historiografia em particular, com essa perspectiva houve a constituição da chamada “nova história indígena”, onde se reconhece a existência de uma geopolítica do conhecimento e um padrão de poder configurados historicamente desde os primeiros séculos da dominação portuguesa e a necessidade de uma reação a esse padrão hegemônico. Por fim, os Estudos Africanos também reúnem, numa perspectiva interdisciplinar, diversas pesquisas nas áreas da História, Sociologia, Antropologia, Educação, literatura e Linguística. Os Estudos Africanos, enquanto área do conhecimento, nasceu a partir do caráter e natureza interdisciplinar da própria História da África, dispondo de diferentes elementos conceituais e características que agregam especificidades das áreas acima citadas, todas voltadas para o estudo e a compreensão do continente africano enquanto objeto central de pesquisa e reflexão.

Levando em conta todo esse processo de mudança, esse curso visa uma interação com as novas políticas públicas no campo da educação, com o estabelecimento de ações afirmativas para os povos indígenas e os negros brasileiros, onde se destaca a criação das leis 10639/03 e 11645/08, que se apresentam como caráter inovador ao explicitar uma disputa política contra-hegemônica, exigindo a desconstrução de conceitos, noções e parâmetros interpretativos já consolidados nos estudos históricos e na educação sobre o continente africano, os povos indígenas e os negros brasileiros.

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