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Repórter: eporto   |   Postado por: eporto às 11:33 hrs

Colóquio Caminhos da Inclusão

ASCOM

Marla Mathielli 

 

Aconteceu na última segunda-feira (14/10/19) na Uneb/DCHT Campus XX em Brumado o Colóquio Caminhos da Inclusão tendo como objetivo refletir sobre o processo de inclusão escolar de alunos com necessidades educativas especiais. De acordo com a lei nº 13.146/2015, que trata do Estatuto da Pessoa com Deficiência, define pessoa com deficiência como aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

O evento teve início com a Mesa redonda e Palestra de abertura ministrada pela Professora da UESB M.Sc. Selma Norberto Matos, que discutiu sobre a importância das políticas públicas nos caminhos da inclusão. Em seguida houve as apresentações de trabalhos na modalidade pôsteres.

A oficina “A importância da ludicidade no processo da inclusão: um ato de amor” chamou a atenção dos ouvintes, os ministrantes Psicopedagogos Wallas Rabelo e Bárbara Vasconcelos contaram sobre suas vivências nas escolas municipais de educação especial, além de trazer algumas dinâmicas aplicadas com seus assistidos.

A palestrante M.Sc. Giulia Catellani Boaretto debateu sobre “Inclusão escolar: desafios e possibilidades”. Segundo ela, antes de se falar em inclusão no ensino tem-se que analisar qual necessidade o indivíduo possui, pois mesmo dentro das deficiências cada pessoa terá um desenvolvimento diferenciado, além disso é preciso pensar as possibilidades políticas dentro de cada esfera, dentro das faixas etárias como educação infantil, no ensino fundamental, médio e superior já que essa educação especial vai ser transversal passando por todos esses níveis.

Boaretto explica que para começa esse processo de inclusão, a capacitação dos professores é o primeiro passo, mas não o suficiente, “é necessário contar com comprometimento da gestão escolar, pois irá gerar um estudo de caso sobre a infraestrutura física, mobilizar a comunidade escolar, trazer os pais e familiares como parceiros e não como culpabilização”.

A palestrante comentou que “as políticas públicas em termos gerais, são bem fundamentadas, o estatuto deixou claro alguns aspectos que estavam bastante ambíguos, no entanto nossa maior dificuldade é por em prática e continuar avançando, porque a gente precisa que essas politicas continuem avançando pra que os direitos sejam garantidos. Sempre temos uma distância, primeiro se consegue garantir a política e o direito dessa pessoa pra depois conseguir gerar efetivação prática, então não podemos parar de lutar e continuar pensando nessa esfera.”